terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Fim de tarde

É só mais um fim tarde
Nos dois sozinhos num quarto, a sós
A chuva lá fora, lavando o asfalto
E a alma de quem se descuidou

Nada escutamos a não ser nossa própria musica
Nossos barulhos, gemidos e sussurros
Depois da chuva o cheiro de terra molhada
Invade o quarto e se mistura com nossos lençóis

E a noite cai lá fora
E o mundo não para
Não repara em nos
Nos, tornando uma nova roupagem de um livro de amor

E sem querer mais uma tarde se passa
O sábado se tona domingo
O sol seca a chuva do asfalto
E os nossos corpos agora deitados
Descansam para a tarde de domingo

(Vinicius de Araújo)

Um comentário:

  1. Me pego lendo e relendo seu poema, cada vez o achando mais lindo do que da ultima vez que li.

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